quarta-feira, 16 de março de 2011

Berserk - Parte 1


    Se Death Note é o melhor mangá que já li então Berserk é o segundo melhor. Não quero ficar comparando mangás (mesmo que esses dois tenham MUITO a ser comparados), mas o critério que utilizo para construir meu ranking são compará-los com outros mangás que já li. E, por algum motivo, os primeiros parecem ser sempre os melhores. Talvez porque a ordem em que você os lê faça toda a diferença. Então se eu tivesse lido Berserk primeiro, eu provavelmente o acharia melhor ou o preferiria mais do que Death Note. Aliás, pra mim, os dois são praticamente do mesmo nível em questão de qualidade, só que Death Note é um pouquinho melhor.
    Mas vamos deixar esse mangá de lado e nos concentrar no foco desta resenha. Berserk definitivamente é o melhor mangá do gênero e eu acho que nunca lerei outro mangá que seja tão bom quanto ele ou que se iguale em níveis de qualidade. Com certeza é a melhor história já criada de todos os tempos. Criativa, envolvente, original, inovadora, interessante, fantástica, surpreendente e todos esses adjetivos positivos que se encaixam em narrativas. Primeiro de tudo, devo dizer que as cenas de luta e ação são estupendas. Não há nada mais impressionante do que uma batalha sangrenta saída deste mangá. Sim, a primeira coisa que atrai os leitores de Berserk é a violência. E põe violência nisso. Se você está louco para ver as mais impressionantes e alucinantes cenas de lutas violentas e sanguinolentas jamais vistas em um mangá, então este aqui é um prato cheio para você.
    Mas violência não é tudo. Este mangá é capaz de agradar o outro lado também, pois contêm cenas mais profundas, um enredo incrivelmente rico e diversas analogias e críticas à maneira do ser humano de viver. Berserk consegue tocar no ponto certo, no âmago daquilo que seria a alma da humanidade desde a época medieval (que é quando se passa o mangá) até os dias de hoje. E ele o faz com tamanha perfeição e maestria que você sentirá que o foco mudou das lutas para discussões humanistas. Então é um mangá para ser lido sem preconceitos, já que não se trata de violência gratuita, ao contrário do que muitos acreditam.
    O melhor de tudo é que as cenas de adrenalina, além de excelentes, não são cuspidas na nossa cara de qualquer jeito, como muito lixo que se vê por aí. Toda luta tem uma boa razão para acontecer. Tudo faz sentido, por mais caótico e surreal que possa parecer. É um mangá para te deixar entorpecido, maravilhado e empolgado, além de te fazer pensar mais sobre a raça da qual você faz parte. Conseguir juntar boas cenas de ação com um enredo interessante, uma história fantástica, críticas à sociedade humana, assuntos difíceis de serem discutidos e ainda por cima um traço de qualidade impecável é algo alcançado por poucos.
    Junte isso a um nível cultural absurdo e inúmeras referências extremamente fiéis à época em questão e você terá Berserk. Mas vá se preparando, pois o roteiro é forte e algumas cenas podem ser perturbadoras para pessoas de nervos e estômago fracos. Essa é a explicação para o fato de ser um mangá tão pouco conhecido em relação a outros mangás inferiores: Berserk é um mangá para poucos. Mas merece uma medalha de honra por ter conseguido um nível de detalhamento tão impressionante em questão de traços, roteiro, narrativa e em todo o resto.

    Outro fator que o faz especial é que é um mangá que já está sendo escrito a mais de vinte anos, o que faz com que ler os primeiros capítulos seja uma viagem no tempo. E ainda não acabou. Continua sendo escrito até hoje, sem uma noção exata de quando terminará e, o que é mais incrível, manteve o mesmo nível de qualidade durante esse tempo todo.
    Como o preconceito deve ser descartado enquanto se lê Berserk, não se importe se de início você achar o mangá com um tom um tanto clichê. Com um começo que já é interessante por si só, Berserk vai melhorando gradativamente à medida que o autor aperfeiçoa suas habilidades como mangaká, o que faz com que os dois evoluam juntos. Roteiro, traços, personagens, tudo é aperfeiçoado com o tempo até tomar um rumo completamente absurdo que levará até o desfecho mais esperado (ou inesperado) de todos os tempos.
    Tudo começa com o protagonista, Gatts (pronuncia-se “Gatsu”) chegando a uma cidade que está sendo controlada por um demônio. Gatts é um sujeito grande, mal encarado, não possui o olho direito, tem uma prótese mecânica com um canhão embutido no lugar do braço esquerdo e uma espécie de besta automática que pode ser acoplada a esse braço, sem falar de uma espada tamanho família que carrega nas costas, uma arma tão grande que só um indivíduo de força espantosa poderia ser capaz de manejá-la.
    Gatts possui a alcunha de Espadachim Negro, graças à capa preta que gosta de usar para se camuflar à noite. Ele também tem uma marca estranha na nuca da qual chama de estigma do sacrifício, que atrai seres do mundo etéreo, como espíritos e fantasmas, que tentam se apoderar de seu corpo, e começa a doer e a sangrar quando está na presença de algum demônio. Logo é um fardo terrível, apesar de ser útil para detectar seus inimigos. Ele é um caçador de demônios e seu objetivo é exterminar todos eles da face da terra, embora suas motivações permaneçam ocultas nesta primeira parte do mangá.
    Apesar da aparência de vilão, Gatts é o grande herói (ou anti-herói, chame como preferir) desta história. Com ele, nós já podemos reparar como os sentimentos humanos são retratados no mangá e analisados de forma profunda, vistos de todos os pontos de vista possíveis. Embora possua todas as características de homem bruto e truculento, nós podemos ver em seu rosto, marcado por cicatrizes e ferimentos, todo o sofrimento pelo qual ele já passou. Só então a postura violenta de Gatts torna-se compreensível.
    Gatts é um personagem que sofre e sofreu desde sempre. E foi por causa desde sofrimento que ele se tornou o que é no presente. Por outro lado, se não fosse por isso, em um mundo cruel como o de Berserk, ele já estaria morto. Mas há outro fator nesta fórmula, um fator que ninguém sabe ao certo de onde veio e que é o principal responsável por Gatts ser tão especial em relação aos outros. Esse fator é o espírito berserker, um espírito que floresceu no peito do protagonista em sua infância e que está se tornando cada vez mais forte, à medida que se apodera dele.
    Na mitologia nórdica (principal mitologia inspiradora do universo de Berserk) os berserkers eram guerreiros vikings que, durante as batalhas, atingiam tamanho nível de fúria que se tornavam incontroláveis e invencíveis, anulando o sentimento da dor e perdendo a noção de amigos e inimigos. E é isso o que acontece com o protagonista algumas vezes (apesar de não ter muitos amigos).
    Logo no primeiro capítulo, vemos Gatts salvando, acidentalmente, um elfo chamado Puck. Como agradecimento por ter salvado sua vida, o elfo começa a seguir o espadachim no intuito de ajudá-lo, mas acaba atrapalhando-o com sua personalidade extrovertida, o que deixa Gatts extremamente aborrecido. O elfo serve como uma balança no mangá para quebrar o clima de tensão. Enquanto Gatts representa o lado mais pesado, Puck simboliza o lado mais leve. E seu lado cômico nunca fará com que o mangá perca seu clima sério e naturalmente pesado. Além disso, os elfos possuem poder de cura, o que será bem útil para Gatts no futuro, e empatia, o que o torna capaz de sentir os sentimentos daqueles que estão à sua volta.
    Então Puck, uma criatura tão frágil e inocente, começará a entrar em contato com coisas que ele não compreende após seguir o caminho de Gatts, cercado de crueldade e frieza. Por isso, Puck é um contraste na série, quase como um indivíduo que não era para estar lá, um ser puro no meio de tanto caos e violência.
    É interessante ressaltar que Berserk se passa no período medieval da história humana, exatamente na época da Santa Inquisição. Sendo um mangá com teor cultural e extremamente crítico com questões do ser humano, junte isto ao personagem principal, dotado de uma personalidade irreverente, e teremos as críticas mais fabulosas e engenhosas que um mangá poderia ter.
    Outro fator que caracteriza o medievalismo é o próprio visual criado pelo autor, imitando ilustrações antigas com um estilo de sombreamento feito com linhas paralelas, típico da Idade Média. Mesmo com a evolução visual do mangá, este estilo o acompanha até hoje e assim será até o final. Ou, pelo menos, é o que os fãs esperam.
    Logo após este início, Gatts arranja problemas com os soldados do castelo da cidade que, ao invés de protegerem os cidadãos, estavam se aproveitando deles e fazendo o que bem entendiam. Gatts é capturado e levado até o castelo de Koka, no centro da cidade, aonde é torturado antes de ter uma conversa cara a cara com o senhor feudal, que estava sendo manipulado pelo demônio. O senhor feudal era um senhor de idade com sulcos fundos no rosto e olhos arregalados de medo. Ele condena Gatts pela ira do demônio responsável pelo controle da cidade e diz que, por causa das atitudes do Espadachim Negro, o caos seria estabelecido naquela cidade. Gatts ri e pergunta se ele não está confundindo a cidade com ele mesmo, deixando o senhor feudal sem resposta, desconcertado. Esse tipo de irreverência traz a Berserk um estilo único de ser. Mais tarde, a Igreja Católica será ferrenhamente criticada, no terceiro arco do mangá, cujo assunto principal é a Inquisição.

    Após ser torturado, o espadachim é trancado em uma masmorra suja, onde recebe a visita de um misterioso ser que o assombra em seus sonhos. Este ser misterioso se parece com um feto deformado que é atraído pelo estigma. Por algum motivo, Gatts parece sentir mais medo dele do que de qualquer outra criatura sobrenatural. Dentre as primeiras criaturas sobrenaturais que aparecem no primeiro arco, podemos citar os íncubos, seres que se alimentam dos pesadelos das pessoas. Íncubos são a principal ligação entre Gatts e o feto deformado.
    Mais tarde, somos apresentados a um precioso objeto que será importante para o entendimento da história. Trata-se do Behelit, uma espécie de ovo vermelho com um rosto desfigurado esculpido em sua superfície. Os leigos o tratam como um artefato maligno e têm medo dele, que, de certa forma, está vivo, mas Gatts se mostra grande entendedor do assunto e revela que o Behelit não é capaz de fazer mal. Ele é uma chave para outra dimensão. Um lugar onde vivem cinco anjos (ou demônios disfarçados). Esses anjos são a Mão de Deus.
    Nos capítulos finais do primeiro arco, enquanto Gatts lutava com um demônio poderosíssimo, ele deixa cair o Behelit que estava carregando. Depois de derrotar o demônio, este utiliza o Behelit para invocar a Mão de Deus e virar o jogo. O Behelit abre um portal que suga todos os que estão à volta para uma dimensão alternativa. Pouco tempo depois, os cinco membros da Mão de Deus aparecem, parecendo-se mais com demônios do que com qualquer outra coisa. Tratam-se de reis demônios (comumente confundidos com anjos por aqueles que os invocam) e são os seres mais fortes e poderosos em Berserk. Seu objetivo principal é aplicar a vontade de Deus na terra. Os nomes dos reis demônios são Ubik, Conrad, Slan, Void (que aparenta ser o líder) e Femto, que Gatts chama de Griffith. O Espadachim parece nutrir de um ódio profundo por Femto. Durante a cerimônia do sacrifício (como é chamada a invocação), Gatts tenta se aproximar de Femto ou Griffith para abatê-lo, mas fracassa miseravelmente. O Espadachim Negro, mesmo sendo um homem com habilidades sobre humanas, capaz de derrotar demônios muito maiores e mais fortes do que ele mesmo não consegue nem tocar um dedo em uma entidade como Femto. Até mesmo a presença dessas entidades é capaz de abalar Gatts, já que eles influenciam na dor causada pelo estigma.


    Durante esta cerimônia, é mostrado como os apóstolos (que são os demônios deste mangá) nascem. Eles, na verdade, são seres humanos normais, ou não, que ativaram um Behelit e invocaram a Mão de Deus. Para ativar um Behelit, é preciso fazê-lo entrar em contato com seu próprio sangue misturado com algum desejo humano muito profundo, como a vingança, a paixão ou simplesmente a vontade de viver. Em seguida você precisará sacrificar uma parte do seu coração (daí o nome da cerimônia). O sacrifício será marcado com o estigma capaz de atrair demônios e outros seres fantásticos. Mas há outro fator nesta jogada. O destino, que é quase como um personagem secundário presente a todo o momento, é quem rege o mundo de Berserk. Então, para se tornar um apóstolo, você precisa estar predestinado para tal.
    Tudo isso se torna muito confuso ao leitor, pois ainda não nos é revelado como o protagonista adquiriu o estigma. Mas tudo será explicado no segundo arco, que é consideravelmente maior que o primeiro, sendo um dos maiores, senão o maior de todos. São dez volumes contra os três do arco anterior. E não é pra menos, pois ele vai contar sobre a vida do Espadachim Negro, desde seu nascimento até o momento que se encaixa no começo da saga. Ou seja, o segundo arco não passa de um flashback gigante, se passando antes do primeiro.
    Ele começa com a infância de Gatts, que já era muito sofrida. O futuro espadachim comeu o pão que o diabo amassou quase que literalmente. Começando por seu próprio nascimento, que foi algo horrível, quando um bando de mercenários estava passando por uma árvore cheia de pessoas enforcadas e uma das mulheres do bando, traumatizada por ter perdido o bebê, salva um recém nascido quase morto debaixo do corpo de sua mãe enforcada. Shizu, a mulher que salvou o bebê, dá o nome da criança de Gatts.
    Três anos depois, Shizu acaba morrendo vítima de uma doença rara e contagiosa, o primeiro trauma de Gatts, que passa para os cuidados do líder do bando, Gambino, um homem frio e cruel. Gatts cresceu com a discriminação dos outros membros do bando por ser considerado um mau agouro. Embora Gambino não acredite nesse tipo de coisa, ele menospreza o garoto e o trata como lixo, mandando-o para a guerra desde muito cedo, esperando que ele morresse logo. Assim, Gatts acaba tornando-se um soldado aos seis anos de idade, ajudando seu bando durante as batalhas. O único problema é que não existiam armas para crianças, o que obrigava o moleque a usar espadas normais para adultos, dando início à sua mania de usar espadas com lâminas grandes de mais para ele.
    Aos nove anos, acontece o segundo grande trauma na vida de Gatts, quando ele é estuprado por um amigo do pai adotivo. Mas o causador do trauma não foi o estupro em si, mas sim saber que foi o próprio Gambino que o vendeu para seu amigo, Donavan, por duas moedas de cobre. Gatts descobre isso antes de matar e se vingar de Donavan, após armar uma emboscada para ele enquanto o soldado perseguia dois inimigos que fugiram para a floresta durante uma batalha.
    Os principais temas abordados neste arco são temas polêmicos, como estupro, pedofilia e incesto e é importante ressaltar a naturalidade com que esses assuntos são mostrados no mangá, como se fossem coisas normais. Cenas fortes como essas nunca serão tratadas como algo para chocar. Elas já são chocantes por si só e não precisam de uma ênfase. Desse jeito podemos ver o outro lado do ser humano de forma nua e crua. Esse tipo de visão sobre a humanidade, seus podres e suas ambições, começará a ser cada vez mais discutido daqui pra frente.
    Depois de mais algum tempo, Gambino perde a perna durante um período ruim para o bando, em que eles estão perdendo sucessivas batalhas e está faltando dinheiro. Gambino acaba por acreditar no que seus colegas alegavam sobre Gatts e resolve matá-lo para acabar com o sofrimento do bando (culpando-o inclusive pela morte de Shizu). Quando Gambino entra na tenda de Gatts, este descobre suas intenções e acaba meio que por instinto ou reflexo matando o próprio pai adotivo, o que o deixa extremamente abalado.
    Gatts foge com medo dos outros integrantes do bando matá-lo por ter assassinado seu líder e assim começa uma nova fase em sua vida, passando a viver como mercenário solitário e ganhando a vida matando guerreiros mais fortes para os nobres.
    As incríveis habilidades de um garoto de doze anos nas batalhas acabam por chamar a atenção de um bando famoso, conhecido como Bando do Falcão. Seu líder, Griffith, conhecido pela alcunha de Falcão Branco, fica obcecado com Gatts e tenta obrigá-lo a entrar pro time, o que obviamente Gatts recusa. Então Griffith faz um acordo aonde os dois lutariam um mano a mano apostando a entrada de Gatts no bando caso ele perdesse. Gatts subestima o Falcão Branco, mas Griffith mostra-se um exímio espadachim e o derrota na frente de todos. A essa altura já dá para ligar os fatos e entender boa parte do que aconteceu no primeiro arco. Agora falta entender por que. Um detalhe importante é que Griffith carrega um Behelit vermelho (o Behelit do imperador) pendurado no pescoço que ele diz ter ganhado de presente de um cigano há muito tempo atrás. O líder dos Falcões acredita que o objeto lhe trás sorte.
    A derrota para Griffith deixa Gatts muito aborrecido, mas isto acaba se tornando algo bom para ele. Ao entrar no bando, ele acaba por fazer muitos amigos que faziam parte do círculo de amizades principal do líder. Todos eles têm personalidades diferentes e muito bem trabalhadas. É nesse ponto em que o autor nos mostra como Berserk possui personagens bem caracterizados. Aparentemente, cada membro do bando, possui um sonho, uma ambição diferente, e todos estão seguindo seu carismático líder para realizar essas ambições.

    Griffith parece ser o maior sonhador e, ao mesmo tempo, o mais forte de espírito, o que o tornou capaz de ganhar a confiança de outros mercenários e montar seu bando, assim como seu carisma e, é claro, senso de estratégia. Ele é um gênio estrategista e suas estratégias brilhantes são as principais responsáveis pelo fato do Bando do Falcão nunca ter perdido uma batalha sequer.


    Falando em grandes batalhas, este será o foco deste arco, ao invés de criaturas fantásticas, que estão em bem menor número. O Bando do Falcão está participando de uma guerra épica entre os reinos de Midland e Tudor (simbolizando a França e a Inglaterra, respectivamente), guerra essa que já está durando um século, sendo conhecida como a guerra dos cem anos. O bando de Griffith está lutando ao lado de Midland e suas vitórias espetaculares o estão deixando mais próximo da fama e da nobreza. O único problema é que isso trás a desconfiança e a conspiração de diversos nobres que pretendem atrapalhar os planos de Griffith para beneficiar os seus próprios. Obviamente Griffith não se deixará intimidar por nenhum deles e usará de sua inteligência e perspicácia para driblar as armadilhas e golpes dos nobres.

   Em criaturas fantásticas podemos citar apenas Nosferatu Zodd, também conhecido como O Imortal, que foi o primeiro demônio que Gatts enfrentou, ganhando a ajuda de Griffith na batalha, o que não foi o suficiente para derrotar o apóstolo. Nosferatu é um guerreiro praticamente invencível, famoso por suas aparições misteriosas em certas guerras, apenas para sumir e reaparecer intacto anos depois.
    Antes de ir embora após sua luta com Gatts e Griffith, Zodd vê o Behelit do Falcão e faz uma profecia assustadora para Gatts, onde Griffith seria o responsável por sua morte, uma morte da qual ele não poderia escapar.

    Existe também o Skull Knight, nêmeses de Nosferatu e a personagem mais enigmática de Berserk. É um cavaleiro cuja verdadeira identidade ninguém conhece, que anda por aí vestindo uma armadura de esqueleto e demonstra ser o único até agora com capacidade para enfrentar de igual para igual o demônio Nosferatu Zodd. Em sua primeira aparição, Skull Knight também faz uma profecia para Gatts, na qual ele participaria de um grande desastre e sobreviveria para contar a história, o que deixa o espadachim extremamente confuso. Especula-se que a verdadeira personalidade por trás do Cavaleiro Caveira seja o rei Gaiseric, rei que viveu há muitos séculos e que se tornou lendário por usar um elmo em forma de uma caveira, assim como o que o Skull Knight usa.

    É nessa parte do mangá que temos a primeira revolução no traço do autor. O contorno dos personagens agora está mais limpo, tornando o mangá mais bonito visualmente, especialmente na fase que mais tem a ver com guerras. As batalhas ilustradas por Kentarou Miura são um colírio para os olhos. Serão freqüentes as vezes em que você irá se deparar com cenas de batalhas inesquecíveis ocupando paginas inteiras, ou até mesmo mais de uma página ( no caso das páginas duplas) incrivelmente detalhadas, mostrando centenas de milhares de soldados espetando uns aos outros com suas lanças, cavaleiros guerreando sobre os imensos campos, barricadas e canhões montados pelos exércitos para deter os inimigos e guerreiros segurando a bandeira de seu país. Tudo é muito bem feito, bonito e radiante. E a riqueza dos detalhes te deixará de queixo caído.




    Vale ressaltar uma das novas personagens, Caska, única mulher no Bando do Falcão e que tem a patente mais alta depois do Falcão Branco. Embora fique óbvio que ela se tornará o grande amor do protagonista futuramente, seu relacionamento inicial com Gatts beira ao desastre. Os dois vivem discutindo, já que Caska é, assim como Griffith, superior de Gatts e vive reprimindo o espadachim, que recebeu o cargo de líder da tropa de assalto, por suas atitudes irresponsáveis em campo de batalha, mesmo que ele sempre saia vitorioso. Gatts não aceita este tipo de tratamento, o que resulta em freqüentes discussões entre os dois que sempre são interrompidas pelo tolerante Griffith.
    Outro romance que acontece paralelamente a este é o de Griffith com a princesa Charlotte, filha do rei de Midland. Embora ela se apaixone por Griffith à primeira vista, o líder dos falcões pretende casar-se com ela para subir ao trono e, assim, ficar mais perto de seu maior sonho.
    Uma cena interessante é quando Caska passa mal durante uma das batalhas por estar menstruada e acaba caindo de um abismo, sendo salva por Gatts. Porém, os dois acabam perdidos, tendo que se esconder das tropas inimigas durante um dia e uma noite. Nesse meio tempo, eles acabam tendo uma conversa, onde Caska explica a Gatts como se tornou a guerreira mais habilidosa ao entrar para o Bando do Falcão e como Griffith a salvou durante a infância.
    Entre outros papos, ela lhe conta certa vez, antes de Gatts entrar para o bando, que Griffith lutou pelos interesses de um rei que, segundo ela, possuía uma característica repugnante de aprisionar crianças em seu castelo como escravas e molestá-las de forma explícita. Vemos novamente a natureza obscura do ser humano mostrada de forma nua e crua com outro assunto polêmico, nesse caso a pedofilia.
    Mais interessante é saber que o próprio Griffith se ofereceu depois para passar uma noite com o rei. A princípio, Caska não acreditou no que estava vendo, mas após uma conversa com o líder, ele lhe conta que precisou fazer isso por dinheiro, pelo bando, que estava perdendo muitos homens durante as guerras. Segundo Griffith, esses homens que ele usava como ferramentas para alcançar suas ambições haviam dado suas vidas pelo seu sonho. O Falcão não queria mais que vidas fossem desperdiçadas por dinheiro para o bando e resolveu tomar essa iniciativa.
    Depois de muitas guerras e batalhas, Gatts descobre que deve seguir seu caminho sozinho e resolve sair do bando, o que vai contra os planos de Griffith. Os dois, então, lutam uma última vez, sendo desta vez a vitória de Gatts, que vence o líder com pouco ou nenhum esforço. A partir daí, Griffith começa a se desfazer como pessoa, ao ver seu sonho se despedaçar com a ida de Gatts. Sem um motivo claro, ele invade o castelo de Midland à noite e vai até o quarto da princesa, onde a força a ter uma relação sexual. Os dois são flagrados por uma das empregadas do rei, que o avisa. Louco de raiva, o rei ordena que seus soldados capturem Griffith e o aprisionem na masmorra mais funda do castelo, onde ele seria torturado durante um ano.
    Após isto, outra cena polêmica. Vemos o rei de Midland que, embora amasse sua filha e condenasse Griffith por ter violado seu corpo jovem e puro, tenta estuprá-la durante o sono. Durante o incesto, a princesa acorda e tenta repelir o pai, chutando-o no rosto e causando ferimentos graves. O rei sai do quarto urrando de dor e vergonha enquanto suja de sangue o chão do palácio. Agora a princesa Charlotte só tem a sua criada, Anna, como amiga confiável e sonha em, mais do que tudo, ficar junto de seu amado Griffith.
    A seguir, vemos Gatts, um ano depois, vivendo sozinho e ganhando o pão de cada dia derrotando guerreiros mais fortes, como nos velhos tempos. Agora que já é quase um adulto, Gatts aprimorou suas habilidades e usa uma espada com o dobro de sua altura. Após ouvir alguém falando sobre um Bando do Falcão que está sendo liderado por uma mulher e tendo problemas com o reino, ele resolve voltar para seu antigo bando e descobrir o que está acontecendo. Ao retornar, vê o bando encurralado, tentando rechaçar de forma desesperada as tropas de Midland que tentam sobrepujá-lo. Ao conseguir falar com a Caska, nova líder do bando, descobre que as coisas estão difíceis desde que Gatts se foi e Griffith desapareceu misteriosamente. Nenhum deles entende o motivo de estarem sendo atacados e perseguidos pelo exército de Midland.
    No dia seguinte, Gatts e Caska vão, a sós, para a floresta, onde têm sua primeira relação sexual. Na mesma noite, a princesa Charlotte dá um jeito de se comunicar com o bando, revelando o paradeiro de Griffith. Eles armam, então, um pequeno grupo com os soldados mais habilidosos, incluindo Gatts e Caska, para se infiltrarem no castelo com a ajuda da princesa e sua criada e salvarem o Falcão caído. Eles vão até a masmorra mais funda, onde encontram o ex-líder dos Falcões todo enfaixado, com seus músculos definhados e com seu antigo elmo em forma de cabeça de falcão preso à cabeça. Ele estava jogado no chão como se fosse um trapo velho, quase morto. Quando eles se aproximam dele, descobrem que sua língua fora cortada fora, o que o impedia de falar, bem como seus tendões dos pés e das mãos, o que o impedia de se locomover por conta própria. Em uma cena anterior, em que nos é mostrada de forma explícita a tortura de Griffith, o carrasco aparece reclamando por ele não dar um pio sequer durante o terrível sofrimento, o que mostra que as torturas bizarras não eram nada para Griffith se comparado ao término de seu sonho. A tortura do Falcão era algo mais além do físico. Ele estava se destruindo por dentro, acabado, depois de perder as esperanças de realizar seu maior desejo.
    Gatts e outro soldado têm a infeliz idéia de tirar o capacete de Griffith para ver o seu rosto. Não mostra o que eles viram, mas acho que dá para se ter uma idéia. Logo depois, a porta se fecha e o carrasco se revela atrás dela, segurando a língua de Griffith em seu colar, e dizendo que já chamou os guardas para cuidarem deles. Nesse momento, Gatts nos mostra sua primeira manifestação do espírito berserker, quando atinge um estado de fúria incontrolável e atravessa a porta da masmorra, que era quatro vezes mais grossa do que uma porta comum, e assassina o carrasco de forma hedionda, arrancando sua língua com uma faca e deixando-o cair ainda vivo em um poço sem fundo. Assim que os guardas aparecem, Gatts sobe as escadas para a superfície de forma violenta, matando tudo e todos que aparecem pela frente e deixando um rastro de sangue e armaduras amassadas para trás, o que deixa seus amigos bastante assustados.
    Depois de muitas tentativas mal sucedidas do rei de capturar Griffith, eles finalmente conseguem fugir. Caska passa a ter de cuidar de Griffith, mas tudo parece acabado, agora que o Falcão Branco não é mais capaz de lutar, nem mesmo de segurar uma espada. Sem seu líder, o Bando dos Falcões fica desestabilizado e sem esperanças de voltar a ser o que era antes, principalmente agora que ganharam a inimizade do rei. Teriam que viver fugindo do exército. Caska diz a Gatts que ele deveria deixar o Bando mais uma vez e que, se ele era realmente amigo do Griffith, então deveria partir novamente.
    Enquanto isso, Griffith, deitado em sua carroça, tem um sonho aonde ele se vê criança correndo atrás de um castelo brilhante no céu. Depois ele vê uma versão mais velha de si mesmo, trajando sua velha armadura, falando sobre seu sonho, que era a coisa mais importante do mundo. Então Griffith, reunindo toda a sua força, de algum jeito inexplicável, pega as rédeas da carroça onde estava e sai em disparada pra longe dali. O Bando do Falcão inteiro, sem entender nada, vai atrás dele. Nesse momento, o autor nos mostra, não algo forçado, absurdo ou inverossímil, mas sim a grande moral da história de Berserk: querer é poder. Mesmo no estado precário em que se encontrava, apenas com a força de vontade e o desejo absoluto de realizar o seu sonho, Griffith consegue controle sobre a carroça e tenta partir, sozinho, em direção às suas ambições.
    Ele só para ao chegar a um lago, onde acaba caindo para fora da carroça. Perdendo de vez as esperanças, decide se suicidar espetando seu pescoço em uma raiz aguda, o que também acaba não dando certo. Então ele encontra um objeto debaixo d’água. Quando o pega, descobre ser o Behelit vermelho, o Behelit do Imperador, que ele havia perdido durante as torturas, agora estava em suas mãos, molhado com o sangue derramado pela ferida em seu pescoço. Então ele se lembrou de uma frase dita por Nosferatu há muito tempo: se você estiver realmente destinado a isso, então ele voltará para você.
    Nesse momento, Gatts chega seguido pelo Bando do Falcão inteiro. Gatts toca no ombro de Griffith e então o rosto desfigurado do Behelit começa a se ajeitar e a gritar e depois ele começa a chorar lágrimas de sangue, abrindo um portal para outra dimensão que suga o Bando todo.
    Esse é o momento do eclipse, e é o grande clímax de todo o mangá.

    Como de costume, os reis demônios aparecem e iniciam uma conversa com Griffith em particular cheia de metáforas, aonde ele era apenas uma criança empilhando corpos para construir uma torre com eles que o levaria a um castelo cintilante no céu, que simbolizava seu sonho. O significado dessa metáfora era que Griffith seguia em busca de seu sonho a custa da vida dos outros. Para que ele pudesse ter chegado à nobreza, muitos tiveram que morrer. Foi o que ele fez desde sempre, e é o que ele continuaria fazendo até agora.
    Diante disto, o Falcão Branco acaba por aceitar a oferta, o que compromete a vida de seu bando inteiro. Void, o líder da Mão de Deus, marca todos os Falcões com o estigma (Gatts adquire, assim, seu estigma no pescoço, enquanto Caska possui um no peito), atraindo todos os demônios daquele mundo, que massacram o bando inteiro.
    Há um capítulo nesta parte chamado “o Deus do Abismo” que fora censurado pelo próprio autor por revelar demais do mundo de Berserk. A única coisa que o capítulo mostra é a conversa de Griffith com Deus enquanto ele se transformava em rei demônio depois de ter sacrificado todos os seus amigos. Eu acabei baixando o capítulo sem nem saber que ele era “proibido”. Deus, no universo criado por Kentarou Miura, é retratado como um gigantesco coração podre cercado por um redemoinho de sensações ruins, como o ódio e a maldade. Ao que parece, esse Deus não criou o mundo, mas foi criado pelas pessoas que acreditavam nele e que o alimentavam com estes sentimentos negativos. Enquanto os humanos existirem, ele não deixará de existir.


    De volta ao eclipse (que tem esse nome por ser um mundo onde o único sol está tapado por uma lua negra), Gatts nos mostra finalmente sua segunda manifestação do espírito berserker ao lutar ferozmente contra diversos demônios ao mesmo tempo usando apenas uma faca quebrada. Então Griffith termina sua transformação em rei demônio, possuindo agora o nome de Femto, e desce dos céus e estupra Caska na frente de Gatts, que tenta impedi-lo, mas é detido por um demônio que morde seu braço esquerdo. Em uma tentativa desesperada de se libertar, Gatts arranca seu braço com a faca quebrada, demonstrando o estado máximo de berserker que é possível ser atingido, aonde a raiva é tamanha que anula a dor.



    Mesmo livre, Gatts é impedido pelos outros demônios, que o fazem assistir ao estupro da mulher que amava pelo seu melhor amigo. Um dos demônios que o agarrava espeta seu olho direito com sua garra, o que deixa Gatts cego deste olho. O sofrimento é tanto que ele finalmente desmaia, assim como Caska.
    Então quando tudo parecia estar perdido, Skull Knight aparece, extermina um grande número dos demônios (exceto os reis demônios, que, embora seu esforço, ainda é incapaz de tocá-los) e salva Gatts e Caska. Segundo os próprios membros da Mão de Deus, aquilo foi um acontecimento imprevisível, que quebrava as regras impostas pelo próprio destino.
    Gatts acorda em uma caverna próxima à casa de Rickert, único membro do Bando do Falcão que conseguira escapar do eclipse, sem se lembrar de muita coisa. Caska havia acordado três dias antes dele e Rickert explica que ela estava estranha desde então. A ex-interina do Bando do Falcão havia sido traumatizada depois do que aconteceu no eclipse. Ela tinha perdido toda a sua memória, sanidade e razão, tornando-se outra pessoa completamente diferente incapaz de reconhecer os outros, algo um pouco mais do que um animal que age puramente por instinto, sem saber nem ao menos falar.
    Aos poucos, Gatts vai se lembrando do que aconteceu e, então, foge enlouquecido pela raiva. Skull Knight aparece novamente e lhe explica que agora ele vivia entre os dois mundos (referia-se ao mundo dos vivos e ao mundo dos mortos) já que o estigma era capaz de atrair seres do outro mundo. O espadachim seria forçado a viver em uma eterna batalha.
    Ao voltar, vê Caska entrando em trabalho de parto. Quando o bebê nasce, sai um feto deformado (que é o mesmo feto que persegue Gatts na primeira fase do mangá) que ela cuida como se fosse uma criança normal, mas Gatts separa os dois quando Skull Knight diz que o bebê é um fruto da semente demoníaca de Griffith. Como Caska teve relações sexuais com os dois, não se sabe ao certo de quem é o filho, mas pelo argumento de Skull Knight acredita-se que seja o filho de Gatts que foi infectado pela semente de Femto, transformando-o em um meio demônio.
    Percebendo o estado mental grave de Caska, Gatts resolve deixá-la aos cuidados de Rickert e de sua nova família, Godo, um velho ferreiro, e Erika, sua filha. Gatts então pega algumas armas emprestadas de Godo (incluindo o braço mecânico e a Dragon Slayer, a espada gigante que carrega nas costas), veste uma armadura e capa negras e parte, prometendo a si mesmo de que exterminaria todos os demônios do mundo apenas por satisfação própria e que, no final, acabaria com a vida do traidor Griffith/Femto.
    Termina aí o flashback gigante que é o segundo arco do mangá. Tudo o que tinha para ser explicado fora esclarecido. Agora é que a verdadeira saga de Berserk se inicia, continuando do final do primeiro arco, com Gatts como o Espadachim Negro caçador de demônios que tantos gostavam.
    Depois do que aconteceu durante o eclipse, Griffith passou a ser o personagem mais odiado de Berserk. Não apenas por ter sacrificado seus próprios amigos, mas também por ter demonstrado extrema frieza ao estuprar Caska na frente de Gatts. Outros afirmam que a atitude de Griffith foi justificável, pois a única coisa que ele fez foi o que tinha feito desde sempre, ou seja, sacrificou seus soldados pelo Bando e para que seu sonho continuasse vivo. Também se poderia justificar o fato de Griffith ter estuprado Caska, já que isso gerou o bebê demônio que será de extrema importância para Femto no futuro. Ou ainda que ele havia perdido toda e qualquer esperança de realizar seu sonho, especialmente pelo estado precário em que se encontrava, até que aconteceu um "milagre" que lhe deu uma chance única de conseguir aquilo que mais queria. O fato é que esses acontecimentos fizeram com que Griffith caísse definitivamente na categoria de vilão da história, mesmo que a opinião dos fãs seja dividida quanto a isso. Outros argumentos que podem ser usados é que não dá para saber do que uma pessoa é capaz depois de ficar um ano inteiro sendo torturada durante todos os dias em uma masmorra, sem falar que isso era irrelevante para Griffith se comparado à vontade de realizar seu sonho. Então, priorizando o sonho mais do que tudo, ele apenas continuou em frente e fez o que sempre fizera durante todo o tempo: sacrificou as vidas de seu bando para realizá-lo. E só isso já faz com que muitos não o julguem culpado pelo que fez. Herói ou vilão, Griffith é com certeza um personagem polêmico e que ganhará um valor muito maior no quarto arco do mangá, quando sua vilania for posta em cheque.

    Continua...

24 comentários:

  1. Parabéns pela narrativa. Tenho muitas idéias sobre esta história, mas não daria para colocar neste pequeno espaço.

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    1. Obrigado! Pode colocar suas idéias aqui, gostaria muito de lê-las.

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  2. Muito bom... Mesmo!!
    Eu apenas assisti o anime e fiquei um pouco confuso, mas tendo esclarecido algumas coisas, partirei para o mangá.
    Abraço

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  3. caraca berserk e o melhor anime parabens aew cara ,Berserk e FOREVER bERSERK

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  4. bom artigo!! :)
    parabéns

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  5. Depois de assistir o anime me deparei com esse site, que por sinal, explica perfeitamente. Parabens!

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  6. Grffith traidor, tinha q ser torturado a vida toda. Gostava dele até ele mostrar quem realmente é

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    1. Desculpe, eu já tinha começado a escrever a segunda parte, mas tinha ficado muito ruim e resolvi reescrevê-la. Acontece que eu também comecei a escrever um monte de outras coisas que pretendo postar antes disso, mas prometo que postarei a parte 2 de Berserk assim que ficar pronta.

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  8. Seu blog compartilha muitooo do meu gosto.
    Não sei se lhe falta tempo, mas seria ótimo se continuasse a atualizar postagens nele

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    1. Obrigado pelo apoio. Eu pretendo voltar a atualizá-lo em breve.

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  9. quando vai sair a segunda parte

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  10. Deu pra esclarecer muito coisa, principalmente pra mim e muitos outros que aqui vieram que só viram o anime e agora é partir para o mangá. Que mundo sinistro o de berserk.

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  11. Parabéns pelo artigo, muito bem desenvolvido.

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  12. Excelente artigo! Excelente anime! Você me despertou o interesse em buscar o enredo completo dos mangás. Parabéns!
    Ps: parte 2 do artigo...?

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  13. Excelente análise. Terminei a série do anime e a trilogia dos filmes, agora que entrei no volume 24 do mangá.

    Se pudesse disponibilizar a segunda parte com conteúdo novo, seria de extrema valia e muito bem vindo.

    Abraço.

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    1. Pow vei! Deveria ter começado o mangá do começo! Tem coisas que tem no mangá e não tem nos filmes nem no anime!

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  14. Muito bem escrito, parabéns! Onde encontro a segunda parte?

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  15. cara na onde que death note é melhor que Berserk, death note perde em todos os quesitos, é um manga muito foda mais não chega aos pés de berserk

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  16. Cara, muito bom, tinha varias coisas que ja tinha esquecido, kkkk

    Vc viu que voltou a ter ? continua com o blog ae

    abraço

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